sexta-feira, 21 de junho de 2013

As telenovelas e as suas influências na sociedade: exemplos práticos

O desenvolvimento da comunicação de massa ao longo da história está atrelado ao desenvolvimento dos meios técnicos. A cada invenção tecnológica ocorreu um aumento do poder de comunicação do homem. Foi assim com o surgimento da imprensa, do rádio, da televisão e da internet, meios que ampliaram o espectro de seus receptores e possibilitaram cada vez mais uma imensa quantidade de informações circularem. Esses meios foram chamados de massa, justamente pelo poder de atingir uma grande quantidade de pessoas, a denominada sociedade de massa, que busca, segundo SANTOS (2010, p. 46), "nesses veículos de comunicação o conhecimento dos fatos da atualidade, diversão, educação, evasão de seus problemas, participação nas decisões etc., enquanto se torna, também audiência e potencial consumidor dos produtos anunciados.".

Vale lembrar que majoritariamente, de acordo com SANTOS (2010, p. 46), "os meios de comunicação de massa pertencem a empresas que produzem e veiculam informação de cultura e lazer para uma grande quantidade de consumidores, que podem se concentrar em uma cidade, em um país ou até em continentes diferentes. Essas empresas de comunicação obtêm lucro com a inserção de anúncios publicitários (...) Quanto maior o número de receptores, maior o lucro auferido".

Nesse artigo, iremos analisar a televisão, que é um veículo de comunicação de massa que conseguiu conjugar, de acordo com SANTOS (2010, p. 51), "características de outros meios de comunicação de massa, como a imagem em movimento (do cinema), o som (do rádio), o texto jornalístico (do jornal), a música, a publicidade e a dramaturgia inspirada no teatro ou adaptada da literatura". Foi com a dramaturgia na televisão - chamada de teledramaturgia - que tivemos a criação de um gênero televisivo de maior sucesso no país: a telenovela. Segundo OGURI; CHAUVEL; SUAREZ (2009, p. 39), "No Brasil, a Rede Globo de televisão se notabilizou por essa prática na produção de suas novelas. Atingindo diariamente cerca de 40 milhões de espectadores, as telenovelas são um dos maiores fenômenos da cultura de massa brasileira" além de se tratarem como valorizado produto de exportação. Segundo projeções da Globo, no começo dos anos 2000 as novelas comercializadas pela emissora foram assistidas por cerca de 70 milhões de espectadores anualmente no exterior (REDE GLOBO, 2008).

No final da década de 1960, a Rede Globo consolidou e industrializou o novo gênero. Segundo Alencar (2002), a rede foi responsável pela forma brasileira da telenovela e pela sua transformação em produto de consumo nacional. A empresa imprimiu uma série de mudanças no processo produtivo da telenovela, instaurando, por exemplo, a divisão do trabalho, com a criação de departamentos responsáveis pelas diferentes etapas da produção (roteiro, direção, figurinos, cenários, iluminação, sonoplastia etc.). A emissora investiu ainda no treinamento e na formação dos profissionais que atuavam nesses departamentos, buscando constituir um corpo de especialistas que soubessem "fazer televisão" e não mais apenas produzir "teatro, cinema, rádio e literatura 'na' televisão".

Em 2008, a TV Globo desponta como a maior rede de televisão brasileira, contabilizando cinco emissoras próprias (situadas no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Recife e Brasília) e 131 afiliadas. A empresa, que foi fundada em 1965 por Roberto Marinho e atualmente emprega cerca de 8 mil funcionários, integra as Organizações Globo, o maior conglomerado de mídia, comunicações e entretenimento da América Latina.

Segundo dados fornecidos pela empresa (REDE GLOBO, 2008), a cobertura da Rede Globo em território brasileiro alcançava 98,4% dos municípios do país. Sua abrangência também pode ser medida na comparação com outros países: a empresa detém a segunda maior audiência mundial no horário nobre (atrás apenas da rede norte-americana CBS) e seus produtos são exportados para 130 países.

Tamanha a capilaridade em todo o território nacional (e até internacional!) e a profissionalização na produção de programas, principalmente telenovelas, tornaram tanto programação da Rede Globo e o seu produto telenovela algo que influencia o comportamento dos brasileiros de várias classes sociais. Nesse sentido, estudos do Banco Interamericano de Desenvolvimento mostram que as telenovelas têm influenciado o comportamento dos brasileiros a longo prazo. As variações na taxa de natalidade e no número de divórcios no país nas últimas décadas, por exemplo, podem ter como uma de suas várias causas o modelo das famílias retratadas nas novelas televisivas. Ao apresentarem núcleos familiares com poucos filhos e homens e mulheres, que mesmo separados ou divorciados, levam uma vida feliz, as novelas estabelecem referências de comportamento que, segundo esses estudos, influenciam os seus telespectadores. 

Vale ressaltar também algumas críticas negativas de alguns teóricos que apontam os defeitos da cultura veiculada para as massas, tais como: o incentivo ao consumo, a distorção ou manipulação política, a tendência ao escapismo, a espetacularização dos fatos, o uso de estereótipos e clichês, o moralismo e o maniqueísmo e a criação de modismos (SANTOS, 2010). Todos esses pontos encontramos, em diferentes graus, nas produções das telenovelas produzidas e veiculadas pela Rede Globo. Para exemplificar dois desses pontos (incentivo ao consumo e a criação de modismos), analisaremos alguns acontecimentos recentes atrelados à exibição das novelas Salve Jorge e Amor à Vida e que reafirmam o quanto esse produto televisivo influencia a sociedade de massa. 

Uma reportagem exibida no dia 05/04/2013 no jornal matutino Bom Dia São Paulo, da TV Globo, exemplifica bem o impacto que a novela Salve Jorge causou na vida das pessoas. A reportagem mostra o aumento das vendas, no comércio paulistano, dos apetrechos, das bolsas e do figurino utilizado por uma das personagens da trama. Em um dos pontos da matéria, a repórter ao se referir ao cinto utilizado pela personagem, disse que “uma semana depois da novela, já estava à venda aqui [na loja]”. Isso é um exemplo da criação de moda e de tendências que acabam por alavancar o consumo.


Outra reportagem publicada no portal UOL (Universo OnLine) com o título “Casal ferido em acidente de balão viajou à Turquia por causa da novela ‘Salve Jorge” é outro exemplo da influência das telenovelas na vida das pessoas. Devido à história da telenovela se passar na Turquia, houve um aumento do interesse dos brasileiros em conhecer a Turquia, segundo Marco Ferraz, presidente da Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo). De acordo com ele, “aumentou bastante, da mesma forma como aumentou na ocasião da novela da Índia [‘Caminho das Índias’] e do Marrocos [‘O Clone’, também escritas por Glória Perez]. Sempre que uma novela da Globo mostra um determinado país, principalmente no horário nobre, cresce a procura por aquele destino”.

Vale ressaltar que o casal de comerciantes de São Paulo que se feriu na Turquia entre outros oito brasileiros num acidente de balão na Capadócia, na região Central da Turquia, decidiu viajar depois de ver imagens do local da novela “Salve Jorge”, exibida pela TV Globo até o dia 17/05. O acidente resultante do choque entre dois balões ocorreu por volta das 6h do dia 20/05 e que além de deixar vários feridos, provocou a morte de três brasileiras.

O último exemplo se refere à telenovela “Amor à Vida” que chegou para substituir a “Salve Jorge” na faixa das nove. A novela começou a ser exibida a partir do dia 20/05, ou seja, há pouco tempo e já está influenciando o comportamento das pessoas, segundo um exemplo retirado da coluna que a jornalista Mônica Bergamo tem no caderno Ilustrada do jornal Folha de São Paulo. Segundo texto publicado no dia 4 de junho de 2013, “uma cena da novela das nove ‘Amor à Vida’, em que o vilão gay Félix (Mateus Solano) foi pego pela mulher, Edith (Barbara Paz), almoçando com outro homem no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, tem levado fãs da novela ao local. A gerente do Nonno Ruggero conta que clientes chegam pedindo para se sentar na ‘mesa do Félix’”.

Por esses exemplos citados acima retirados de notícias veiculadas diariamente pelos mais diferentes meios (isso também mostra o quanto a imprensa necessita divulgar notícias sobre as novelas para garantir a audiência dos seus leitores), é possível uma análise, mesmo que superficial, da influência que a televisão e o seu produto de maior sucesso, que são as telenovelas, causam nos seus espectadores. Se esses impactos são positivos ou negativos, isso demanda um estudo mais aprofundado desse fenômeno. Para não incorrer em análises mal feitas, um primeiro caminho é seguir a “dica” dada por SANTOS (2010, p. 59) que, segundo ele, “o estudo da cultura de massa requer do pesquisador uma visão crítica, mas não preconceituosa desse fenômeno complexo”.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BERGAMO, M. Folha de São Paulo, São Paulo, 04 jun. 2013. Ilustrada, p. E2.

OUGURI, L. M. B.; CHAUVEL, M. A.; SUAREZ, M. C. O processo de criação de novelas. Revista de Administração de Empresas. São Paulo, v. 49, n. 1, p. 38-48, jan./mar. 2009. Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-75902009000100006>. Acesso em 9. mai. 2013.

REDE GLOBO. TV Dados 2008. Rio de Janeiro, 2008.

SANTOS, R. E. 
As teorias da comunicação - Da fala à Internet. 3 ed. São Paulo: Paulus, 2010.

sábado, 11 de maio de 2013

Cine Agrária apresenta "O veneno está na mesa"


O Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana e o Laboratório de Geografia Agrária convidam para o Cine Agrária, que apresentará o filme "O veneno está na mesa", na quarta-feira, 15 de maio, às 18h, no Auditório da Casa da Cultura Japonesa.

Após a exibição haverá debate com a participação do diretor do filme, Silvio Tendler e a professora do Departamento de Geografia FFLCH/USP, Profa. Dra. Larissa Mies Bombardi.

A atividade é gratuita e aberta aos interessados, sem necessidade de inscrição.



O Auditório da Casa de Cultura Japonesa fica dentro da Cidade Universitária da USP, em São Paulo, na Av. Prof. Lineu Prestes, 159.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Os bastidores da polícia e os bastidores de um crime brutal

O trabalho como investigador de polícia durante alguns anos possibilitou a Roger Franchini entender o ambiente hostil presente dentro das delegacias e departamentos que constituem a Polícia Civil do Estado de São Paulo. Somente quem vivenciou esse universo poderia descrevê-lo de uma forma tão detalhada como a que aparece no livro Richthofen - O assassinato dos pais de Suzane, publicado pela Editora Planeta em 2011.

Ao longo das 192 páginas, temos contato com uma polícia que apenas conhecemos pela televisão ou quando vamos até uma delegacia fazer um boletim de ocorrência. Franchini nos traz a visão de outra polícia, recheada de trambiques e troca de favores. Mas o foco do livro não é sobre os bastidores da polícia paulista e sim sobre o assassinato do casal Richthofen, que preencheu por longo tempo as páginas policiais dos jornais.

O livro é uma ficção baseado em fatos reais, no caso, o crime cometido pela filha mais velha do casal, Suzane, e os irmãos Cravinhos. Apesar de ser uma ficção, a todo o momento parece que eu estava lendo um livro-reportagem, algo que narra o mais breve possível da realidade um fato ocorrido. Essa impressão ocorre porque o livro contou com uma extensa pesquisa antes de ser escrito. Vale lembrar que o autor teve acesso aos autos do processo, que é algo público, mas cujo cidadão comum não tem paciência com a burocracia para acessá-lo e o traquejo jurídico para lê-lo e interpretá-lo.

A leitura desenvolve-se de forma agradável devido à forma que o autor escreve: com gírias utilizadas pelos policiais e pelos cidadãos comuns, pela descrição das cenas que envolvem o relacionamento conturbado que Suzane tinha com os seus pais e o relacionamento dela com os irmãos Cravinhos. 

Capítulo a capítulo vamos entendendo um pouco da vida de Suzane, da família Richthofen e da família Cravinhos, até tudo se entrelaçar e culminar no assassinato brutal dos pais de Suzane descrito no último capítulo que, para mim, é o melhor capítulo do livro. Eu que gosto de livros de terror e de suspense, a cena descrita magistralmente pelo autor me colocou dentro do quarto do casal, como se eu fosse um cúmplice dos criminosos, além de ter me deixado angustiado e horrorizado com tudo aquilo que ocorreu na noite do dia 31 de outubro de 2012.

Pela qualidade do livro, fiquei ansioso em conhecer os outros três escritos pelo autor, muito bem comentados nas redes sociais: Ponto Quarenta - A Polícia Civil de São Paulo para leigos, Toupeira - A história do assalto ao Banco Central e Esquartejado - A investigação do assassinato do executivo japonês, sendo o último livro, lançado no final do ano passado.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Uma introdução à indústria cultural



Talvez você nunca tenha tomado conhecimento da expressão indústria cultural, mas sem dúvida, você faz parte dela ao ser consumidor dos vários produtos produzidos por ela.  É justamente essa tomada de consciência por parte das pessoas, que propõe o livro Indústria Cultural, escrito pelo Prof. Dr. Marco Antônio Guerra e pela Prof.ª Dr.ª Paula de Vincenzo Fidelis Belfort Mattos, ambos da Universidade São Judas Tadeu, instituição que também fez a publicação do livro.

A obra, de 55 páginas, configura-se no todo uma introdução ao tema da indústria cultural, mas acredito que a ideia dos autores foi mesmo apenas introduzir o leitor no assunto, despertando-o para uma realidade que muitas vezes ele desconhece.

O uso de uma linguagem simples, com citações de alguns teóricos para fundamentar as ideias dos autores e um texto recheado de exemplos, possibilita de forma descomplicada o entendimento de qualquer leitor sobre a indústria cultural, que ao final do livro, terá plenas condições de refletir e criticar sobre ela.

Ao longo do livro, o Prof. Guerra e a Prof.ª Mattos lançam algumas críticas negativas à indústria cultural, mas evitam conduzi-la a um papel de vilã. Também há críticas positivas. 
Esses contrapontos subsidiam o leitor a chegar a uma reflexão e uma conclusão, que cabe essencialmente a ele, já que ao final do livro, não há a conclusão pelos autores de tudo o que foi discutido. Se a indústria cultural é boa ou é ruim, isso carecerá da reflexão de cada leitor.

O livro é dividido em seis capítulos.
Antes do primeiro, temos uma brevíssima introdução em forma de tópicos, colocam alguns conceitos importantes para que o leitor comece a entender os mecanismos da indústria cultural. Conceitos como indústria cultural, coisificação, midicult e outros aparecem nessa parte do livro.

No primeiro capítulo, Cultura e Indústria Cultural, os autores trazem primeiramente o conceito de cultura e discutem a indústria cultural como produtora de cultura com o objetivo de se alcançar e conquistar mercados. Também há a discussão sobre a validade da visão maniqueísta que muitos têm da indústria cultural. Segundo os autores "existem produções que não se ligam à indústria cultural e nem por isso possuem qualidade de repertório ou estética. Não é o distanciamento da indústria cultural que vai possibilitar a qualidade do produto cultural". Os autores concluem o capítulo informando que "[...] ao se pensar em indústria cultura é necessário que não se perca de vista o questionamento de até que ponto é ruim e até que ponto é bom este processo".

No segundo capítulo, A Indústria Cultural veio para ficar? há a discussão da abrangência da cultura de massa e a possibilidade de tudo que existe ser coisificado e, assim, se tornar um produto para ser vendido no mercado. Por último, se discute a cultura como instrumento capitalizável, ou seja, com potencial enorme dela reverter dinheiro para a burguesia. Os escritores concluem o capítulo da seguinte forma "A burguesia só se interessa pela cultura, quando percebe que é capitalizável. E, para que funcione, é necessário estendê-la a um maior número possível de pessoas. Adquirir cultura dá status e reconhecimento de poder, principalmente com relação a objetos raros e valiosos".

O terceiro capítulo, Indústria Cultural e Mídia, discute-se a relação entre a indústria cultural e as mídias que foram surgindo ao longo do tempo. Segundo os pesquisadores, "Com a Revolução Industrial e os mecanismos de reprodução é que surge o conceito de mídia, pela necessidade de estimular o consumo. A indústria cultural estará associada a essa informação". As mídias analisadas são os jornais/folhetins, rádio, cinema e televisão. No final do capítulo há uma análise sobre o cinema brasileiro e sobre as novelas brasileiras enquanto produtos da indústria cultural.

O quarto capítulo, Verdades e Mentiras sobre o Midicult, deteve-se na análise do midcult, que é diferente do masscult por trazer elementos da cultura superior. Porém, a cultura superior nesse caso é diluída, transformada e facilitada para ser consumida. De acordo com os autores, "o midicult propõe 'o conhecimento acessível a todos', e a indústria cultural cria formas para que isto se concretize". Com inúmeros exemplos, Guerra e Mattos deixam bem claros o entendimento desse fenômeno tão bem explorado pela indústria cultural para alavancar somas cada vez maiores de lucros.

No penúltimo capítulo, Anos 70 no Brasil - Estado, Cultura e Indústria Cultural, os autores abordam um dos períodos mais difíceis por qual o Brasil passou nas últimas décadas, que foi a Ditadura Militar. Junto com esse sistema de governo, veio à censura à arte, à imprensa e às manifestações públicas visando impedir o registro das interpretações da cultura brasileira daquele momento. Isso fez com que os artistas no momento da criação, se utilizavam de subterfúgios para que as suas obras fossem aprovadas pelo órgão censor. Nesse capítulo foram analisados a música, o cinema e a literatura, enquanto formas de arte que tiveram que se reinventar para passaram pelo crivo da censura.

No último capítulo, Um uso consciente de Indústria Cultural - A Tropicália temos a análise do movimento tropicalista surgido no Brasil no final da década de 1968. O movimento abrangeu várias manifestações estéticas e pretendia uma revolução de costumes e de comportamento. Extrapolou o campo da música, inserindo-se no campo ideológico, da moda e de outras manifestações artísticas. Uma das suas intenções era além de fazer uma crítica, considerada leviana por alguns, ao regime militar, resgatar as ideias do movimento antropofágico das décadas de 1920 e 1930. Num primeiro momento configurou-se contra a indústria cultural (pelo resgate a uma cultura puramente nacional, recusando a aceitar elementos estrangeiros), mas num segundo momento, o movimento utilizou-se da própria indústria cultural para disseminar toda a arte defendida por eles. Por isso que nesse capítulo, há a afirmação que o Tropicalismo fez um uso consciente, "um bom uso" da indústria cultural para levar a todas as pessoas a sua ideologia, a sua estética e claro, o seu protesto.


A leitura do livro é essencial para começarmos a entender o fenômeno da indústria cultural e a partir daí, termos condições de sabermos como lidar com ele, pois o seu grau de influência na vida da sociedade é muito grande. Recomendo a leitura do livro principalmente pelos estudantes dos cursos de Publicidade e Propaganda e Jornalismo.

Os publicitários precisam entender o funcionamento dessa indústria que movimenta bilhões de dólares para que eles possam lançar produtos que também façam parte dela, já que o retorno financeiro é algo quase garantido. Já os jornalistas precisam conhecê-la também, haja vista que muitas das modinhas e comportamentos da sociedade são frutos da indústria cultural que com a sua força brutal, homogeneíza gostos literários, musicais, entre outros.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Lançamento do livro "Pantanal na linha-d'água"



O novo livro fotográfico da National Geographic Brasil, Pantanal na Linha d’Água, traz imagens do fotógrafo Luciano Candisani, que privilegiou composições e luzes capazes de mostrar a importância do ciclo das chuvas para a vida no Pantanal. As fotos foram produzidas em mais de um ano. Grande parte do tempo de produção, o fotógrafo ficou imerso em águas rasas e turvas, em ambientes dificilmente frequentados pelas câmeras em geral. O lançamento terá exclusividade de ser na Fnac. Imperdível!

terça-feira, 5 de março de 2013

Palestra - Romances estruturados para o mercado editorial

A Livraria Martins Fontes Paulista disponibiliza todo mês uma programação muito boa para quem curte literatura.
Da programação disponível para este mês, pincei um evento muito importante para os escritores iniciantes. Conheço o palestrante e tenho certeza que a pessoa que participar não irá se arrepender. Agora, corra para fazer a sua inscrição, já que as vagas são limitadas.

PALESTRA - ROMANCES ESTRUTURADOS PARA O MERCADO EDITORIAL
Com Felipe Colbert
INFO: 17/3 (domingo), das 14h às 18h
Apoio: Novo Século

Todos os dias centenas de pessoas encaminham seus manuscritos para as editoras na esperança de que seus livros sejam publicados. Mas você sabe exatamente se o seu livro atende a todas as exigências do mercado? Ele foi bem estruturado? Tem qualidades suficientes para interessar a um editor? 
Diferente do que muitos pensam, um livro não é feito somente com uma boa história e uma revisão competente. É preciso mais do que isso, e os segredos não estão tão escondidos quanto você pensa. 
É com este e outros conceitos que você entenderá o que o mercado editorial espera de um autor, terá conhecimento sobre as principais técnicas internacionais de estruturação de textos e construirá um documento que o auxiliará na apresentação do seu manuscrito.
Vagas limitadas! Inscrição: auditorio@martinsfontespaulista.com.br

BIO: Autor de três livros e especialista em estruturação de romances, FELIPE COLBERT possui trabalhos publicados no Brasil e na Europa. Atualmente, além de escrever e publicar seus livros, dedica-se a trabalhar textos ficcionais de novos escritores. Com visão profissional e ímpar, tem como meta potencializar a possibilidade de publicação destas obras. Dentre as funções adquiridas, as de parecerista crítico e coach, utilizando-se de técnicas internacionais de estruturação de textos. O autor também é presente em palestras e organiza workshops. Carioca, vive na cidade de São Paulo com esposa e filho.